un, deux, trois. un, deux, trois...

Tiro a roupa que me protege do frio e automaticamente minha pele se arrepia com o ar gelado do inverno misturado com o vapor da água quente pingando do chuveiro. Faz muito frio. Meu corpo demora para se acostumar às gotas de água descendo com força em minha nuca, que padece com o calor excessivo porém resiste até o fim, já que é a única temperatura que meu chuveiro simples suporta para o frio. E antes que aconteça algum "acidente", eu me desligo do mundo para consentir o mundo em que me adapto. Talvez por mais um tempo eu precise estar em paz comigo para estar em paz com os outros - eu me afasto e só me afasto, não quero largar nada e não é um abandono.
Seria justo botar aquela pilha de roupas para lavar na máquina ou talvez começar a arrumar a casa. Pares de tênis para todos os lados. Roupas jogadas no chão. Cortina rasgada. Puro relaxo. É sempre melhor viver em meio a bagunça que deixo... Puro relaxo, mesmo.
E nada me faz pensar em ter todo esse relaxo compartilhado.

Eu espero.
Vou esperar...

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